Cultura & Eventos | 28/03/2016

Louveira completa 51 anos de emancipação

51

Foi com muita emoção que a população pode prestigiar, na última segunda-feira, 21, a reinauguração da Estação Ferroviária de Louveira. O evento marcou os 51 anos da terra da videira junto com oficinas culturais e intervenções artísticas. Mais de 10 mil pessoas compareceram, prestigiaram e se emocionaram.

O prefeito Junior Finamore abriu a cerimônia de reinauguração comentando sobre o orgulho de poder fazer parte deste dia histórico. “É um dia muito especial para a cidade e para o louveirense, que tanto frequentou este espaço e agora pode ver o local restaurado.” Durante o discurso, o prefeito também anunciou a restauração da Subestação. “A reforma deve começar muito em breve”.

Dentre as autoridades presentes estavam os vereadores Luiz Carlos Rosa, Caetano Sérgio Aparecido e João Evangelista Pereira; seguido da juíza de Direito do Fórum Distrital de Louveira Drª Viviani Dourado Berton Chaves; o Diretor de Fomento à Indústria da Prefeitura de Jundiaí, Gilson Ap. Pichioli; o Diretor Executivo Comercial da Concrejato, Ronaldo Ritti Dias; Diretor do Museu Ferroviário de Jundiaí, Sebastião Nereu; Comandante 1º pelotão/PM do 49º BPM/I Louveira, 2º Sargento Sidnei Mendonça; Presidente Consepal Pr. Cristiano Aparecido de Lima; Secretário de Cultura de Jundiaí, Tércio Marinho e Foster Móz, da Estação Cultura de Campinas.
Para o Secretário de Cultura e Eventos, Maurício Carrasco, a data marca um ponto importante na histórica da cidade. “Hoje é um dia de muita comemoração, agradeço a confiança e me sinto muito orgulhoso em poder fazer parte deste momento.”

Após o descerramento da placa inaugural e do tradicional corte da fita, a população pode prestigiar um show com a dupla ‘Chitãozinho e Xororó’, fechando o dia de comemorações com sucessos de carreira e com direito a “parabéns pra você” dedicado à cidade.

O brilho nos olhos da população era evidente. E nos olhos de Elizabeth Cyrilo Thomaz, de 58 anos, não era diferente. Ela pode lembrar-se dos tempos em que ia paquerar na Estação. “Além de paquerar e ficar com a minha turma, aproveitávamos para ver filmes no Cine Progresso. Hoje é um dia muito agradável, pois posso lembrar claramente daquela época.” Elizabeth não conteve a alegria em poder ver a Estação restaurada. “É muito gratificante poder fazer parte deste momento e vê-la totalmente restaurada e cuidada.”

Homenagem Especial

O aposentado Edgard de Oliveira, 87 anos, recebeu uma homenagem especial da Prefeitura de Louveira: Uma placa de agradecimento. O motivo disso é que ele foi funcionário da Estação Ferroviária por 31 anos. Filho também de ferroviário, Edgar passou de Auxiliar de 3ª categoria, onde era responsável pelo despacho de mercadorias, telégrafo e transporte, a Chefe Titular de 4ª classe, função em que se aposentou.

Edgar lembra com carinho que, naquela época, a Estação transportava tecidos que vinha de Itatiba, fósforo, toras de madeira e frutas que saiam de Louveira e de Luiz Gonzaga. “Além desses transportes, também éramos responsáveis por cerca de 50 telegramas/dia, entre comerciais e sociais.”
“Louveira foi sempre uma cidade feliz! Há 62 anos moro aqui e tenho observado que todos que passam a morar aqui fazem o seu “pé de meia”, pois foi e ainda é uma cidade muito rica. A Estação Ferroviária foi construída porque no tempo do Império havia uma lei de que uma Estação teria que ficar 20 km distantes da outra. Por isso Louveira foi contemplada com este monumento, sendo a 1ª da Cia Paulista de Estrada de Ferro. Outra razão pela qual ela foi construída grande foi a Cia Itatibense de Estradas, que tinha planos para chegar até a cidade de Amparo. Sendo assim, as pessoas que vinham de São Paulo para Itatiba, passavam por Louveira”.

A Estação na vida profissional e amorosa

Outra pessoa que merece destaque é Dona Maria Angélica Caldana, também de 87 anos. Dona Maria foi esposa de Antônio Mendonça, que foi chefe da Estação Ferroviária por 35 anos, sendo esse seu primeiro e único emprego.

Dona Maria participou da cerimônia de reinauguração e se emocionou ao poder lembrar-se da época. Também estavam presentes suas duas filhas, Clarice Mendonça do Carmo e Marilda Mendonça Batista. “Fiquei muito contente de poder participar deste momento especial para a cidade”. Dona Maria lembra que conheceu Antônio na própria Estação, pois lá também era um lugar onde as pessoas costumavam frequentar para paquerar.
A filha Clarice se lembra do pai com muito carinho. “Meu pai morreu há seis anos, mas sentimos falta dele até hoje, pois ele foi um exemplo de vida para os cinco filhos que teve. Ele não ganhava muito bem, mas sempre nos deu o que precisávamos e fez questão que nos formássemos”